Um advogado de Macapá está no centro de uma investigação da Polícia Civil do Amapá, após ser acusado de apropriar valores de clientes. A Justiça já tomou a decisão de afastá-lo das atividades profissionais, diante da gravidade das acusações.
Com pelo menos 26 boletins de ocorrência registrados, a situação revela um padrão preocupante. Clientes que contrataram serviços jurídicos relatam que, além de não receberem o atendimento esperado, também não tiveram seus pagamentos devolvidos. Os relatos indicam que o advogado justificava a falta de progresso em seus casos com dificuldades pessoais ou imprevistos, mas, com o tempo, passou a ignorar as tentativas de contato.
Uma das vítimas, por exemplo, detalhou que desembolsou cerca de R$ 1,8 mil por serviços que não foram prestados. “Ele recebeu para a ação, mas não repassou o valor que era devido ao cliente”, afirmou o delegado Nixon Kenedy, que está à frente da investigação.
A Polícia Civil está ampliando a apuração para descobrir se há outros casos em que o advogado teve acesso indevido a valores de clientes. Embora o pedido de prisão preventiva tenha sido negado, medidas cautelares foram impostas, como a suspensão da advocacia e a proibição de deixar a cidade sem autorização judicial. O advogado deve ainda comparecer periodicamente à Justiça.
As investigações continuam, e a Polícia Civil recomenda que outras possíveis vítimas procurem uma delegacia para registrar suas ocorrências. A Ordem dos Advogados do Brasil no Amapá (OAB-AP) declarou que não foi oficialmente informada sobre a situação, mas destacou que qualquer irregularidade será investigada e, se confirmada, resultará em ações disciplinares conforme a legislação vigente.


