sexta-feira, 30/10/2026

30° Macapá Céu limpo · máx 33° mín 26°

Seca impacta a pesca e preocupa 28 mil trabalhadores no Amapá

A seca severa que assola o Amapá está gerando consequências alarmantes, especialmente para as comunidades que dependem da pesca artesanal. Moradores têm compartilhado imagens impactantes dos rios praticamente secos, com peixes agonizando em poças…

Compartilhe:

A seca severa que assola o Amapá está gerando consequências alarmantes, especialmente para as comunidades que dependem da pesca artesanal. Moradores têm compartilhado imagens impactantes dos rios praticamente secos, com peixes agonizando em poças d’água restritas. Essa crise hídrica ameaça o sustento de milhares de famílias no estado.

O governo do Amapá reconheceu a gravidade da situação e decretou estado de emergência por 180 dias, uma medida que visa buscar recursos federais para auxiliar os trabalhadores pesqueiros afetados. As consequências da estiagem são visíveis em diversas regiões, incluindo o arquipélago do Bailique, onde a mortandade de peixes já é uma realidade, e em Calçoene, onde córregos estão quase secos, deixando peixes amontoados em pequenas áreas de água.

A Secretaria de Estado da Pesca e Aquicultura (Sepaq) está atenta aos efeitos do fenômeno El Niño, que tem exacerbado a seca e reduzido os níveis dos rios na região. Com cerca de 28 mil pescadores artesanais registrados, o impacto do desabastecimento de peixes se reflete diretamente na economia local. O coordenador da Sepaq, Anderson Pantoja, ressaltou que a situação está crítica em todos os municípios amapaenses, com condições ambientais muito desfavoráveis.

Além das localidades já mencionadas, cidades como Pracuúba e Tartarugalzinho também estão enfrentando os efeitos da seca em seus mananciais. A declaração de emergência é um passo importante para garantir a liberação de verbas emergenciais e assistência social para as comunidades afetadas.

Atualmente, a Casa Civil e a Defesa Civil do Amapá trabalham em conjunto com o Governo Federal para viabilizar um auxílio financeiro emergencial para as famílias de pescadores. “Após a elaboração do relatório situacional que embasou o decreto, estamos agora buscando trazer benefícios para essas pessoas em Brasília”, afirmou Pantoja. A esperança é que essas iniciativas possam amenizar os impactos da seca e garantir a subsistência das famílias que vivem da pesca na região.

Crédito da imagem: Peixes mortos após seca no Bailique.