Motoristas da empresa Nova Macapá, que desempenha um papel crucial no transporte público da capital, iniciaram uma greve que já ultrapassa os cinco dias. A situação se agrava para os passageiros, já que apenas 13 dos 47 ônibus da frota estão em operação, resultando em longas esperas e dificuldades para quem depende do serviço.
O Sindicato dos Rodoviários aponta que a paralisação é uma resposta aos constantes atrasos nos pagamentos de salários e benefícios, como o vale-alimentação. Essa é a terceira greve dos trabalhadores em um período de menos de dois meses, evidenciando um histórico de insatisfação com a administração da empresa. A primeira paralisação ocorreu em 10 de setembro e a segunda em 8 de outubro, quando um acordo foi feito, mas não cumprido.
Max Delis, presidente do sindicato, destacou em um vídeo que a situação é insustentável. “Infelizmente até agora a empresa não cumpriu com o pagamento dos trabalhadores e a greve continua. É o quinto dia de greve e vai continuar enquanto nós não recebermos todos os nossos pagamentos”, afirmou Delis. Além dos salários em atraso, ele mencionou que alguns motoristas que saíram de férias não receberam seus pagamentos, e ex-funcionários ainda aguardam suas rescisões contratuais.
A Prefeitura de Macapá, por meio da Companhia de Trânsito e Transporte de Macapá (CTMac), se pronunciou sobre a situação, informando que os repasses à Nova Macapá estão em dia e que a responsabilidade pelo pagamento dos funcionários é da empresa. Em nota, a CTMac também anunciou que tomará medidas judiciais para assegurar que a empresa cumpra suas obrigações.
Com a greve em andamento, a outra operadora de transporte coletivo, a Expresso Macapá, ainda está funcionando, mas com apenas 27 ônibus em operação. A administração municipal continua acompanhando o desenrolar da situação, esperando que a Nova Macapá resolva as pendências para que o transporte público na cidade possa retornar à normalidade.
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