Na manhã desta sexta-feira (16), Macapá amanheceu com um cenário complicado para quem depende do transporte público. Funcionários da Nova Macapá iniciaram uma nova greve, a terceira em menos de dois meses, e apenas 13 dos 47 ônibus da frota estavam nas ruas, deixando muitos passageiros à espera em pontos de ônibus por mais de uma hora.
Os rodoviários, representados pelo sindicato da categoria, alegam que a empresa não cumpriu acordos anteriores relacionados ao pagamento de salários e do vale-alimentação. A primeira paralisação aconteceu em 10 de setembro e, após um acordo em 8 de outubro, a expectativa era de que as pendências fossem resolvidas até o dia 14 deste mês. No entanto, segundo o sindicato, a promessa não foi cumprida.
Max Delis, presidente do sindicato, expressou sua frustração: “Entramos em greve por conta do descumprimento do acordo. Os trabalhadores do RH, da manutenção e aqueles que deveriam receber o vale-alimentação, além do retroativo de junho, ainda não foram pagos”, explicou. Muitos motoristas também estão enfrentando atrasos em seus salários, e alguns que já deixaram a empresa ainda não receberam suas rescisões.
A operação do transporte coletivo em Macapá está dividida entre duas empresas, sendo a Nova Macapá a que opera a maior parte da frota. Enquanto a Expresso Macapá segue com suas atividades normalmente, a Nova Macapá deixa a população em situação difícil, especialmente nas áreas mais distantes da cidade. “Peço desculpas à população. Hoje, só temos 13 ônibus circulando, o que é claramente insuficiente para atender toda a Zona Norte”, lamentou Max.
A Prefeitura de Macapá, por meio da Companhia de Trânsito e Transporte de Macapá (CTMac), afirmou que os repasses para a Nova Macapá estão em dia, e que a responsabilidade pelo pagamento dos salários é exclusiva da empresa. A CTMac também anunciou que tomará medidas judiciais em resposta ao descumprimento das obrigações por parte da Nova Macapá.
Até o momento, não há previsão para o final da greve, e a população continua à mercê de um transporte público insuficiente e irregular.
Crédito da imagem: Rodoviários da empresa Nova Macapá estão de greve



