A merenda escolar de 183 instituições de ensino em Macapá e Santana vai ganhar um verdadeiro reforço em 2026, com a destinação de R$ 7,6 milhões em produtos oriundos da agricultura familiar. A Secretaria de Estado da Educação (Seed) firmou contratos para garantir que as crianças e adolescentes tenham acesso a alimentos frescos e regionais, seguindo as diretrizes do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae).
Desde a metade de 2024, mais de R$ 8,4 milhões já foram direcionados para produtores locais, enfatizando a importância de valorizar o que é produzido na nossa terra. Essa ação não só promove a alimentação saudável, mas também fortalece a economia da região, oferecendo um sustento a agricultores e suas famílias.
No cardápio servido nas escolas, uma variedade de 18 itens da agricultura familiar é adquirida por meio de chamadas públicas. Frutas, hortaliças, legumes, farinha de mandioca e polpas de frutas fazem parte do que os estudantes encontram nas refeições. Na Escola Estadual Antônio Cordeiro Pontes, em Macapá, os alunos desfrutaram de uma refeição que incluía arroz temperado, carne moída com legumes, couve, cenoura, banana e farinha, mostrando a qualidade e a diversidade da merenda.
“A comida da escola é muito boa e tem bastante variedade. A gente tem frutas, verduras e refeições diferentes durante a semana. É muito bom poder estudar e ter uma alimentação preparada aqui para nós”, compartilha Dominic Rodrigues, uma aluna do 2º ano, refletindo a satisfação de muitos estudantes com a merenda.
Além dos recursos do Pnae, o estado também complementa a alimentação escolar com verbas do Programa de Alimentação Escolar (Proem), voltadas para a aquisição de itens que não são fornecidos pela agricultura familiar, como carnes e grãos. Essa estratégia garante que as escolas tenham o que precisam para oferecer uma alimentação completa e equilibrada aos alunos.
A inclusão de comunidades tradicionais, como indígenas e quilombolas, também é uma prioridade. Em julho de 2026, uma chamada pública de R$ 718,9 mil foi criada para atender essas áreas, beneficiando cerca de 7,4 mil alunos em 77 escolas. O cardápio diferenciado inclui produtos locais, como pescado e frutas típicas, promovendo a cultura alimentar da região.
Com 16 contratos firmados com cooperativas, associações e agricultores individuais, a previsão é atender 468 produtores rurais diretos e cerca de 2 mil fornecedores e suas famílias. Entre as entidades participantes, destacam-se a Associação dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais da Agricultura Familiar e do Extrativismo de Santana e a Associação dos Produtores Agroextrativistas da Ilha do Franco, entre outras.
Com essas iniciativas, Macapá e Santana não apenas garantem uma alimentação de qualidade para os estudantes, mas também promovem o desenvolvimento sustentável da agricultura local, fortalecendo a conexão entre a escola e a comunidade.
Crédito da imagem: Márcio Bezerra/Seed



