A luta contra a peste suína clássica está ganhando força no Amapá, onde cerca de 15 mil porcos já foram testados negativamente para a doença. Esse resultado positivo é um passo crucial para que o estado obtenha o selo internacional de área livre da enfermidade, permitindo a exportação de carne suína para outros estados e até para o Platô das Guianas.
Na última terça-feira (20), representantes do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) se reuniram em Macapá, na sede da Agência de Defesa Agropecuária do Amapá (Diagro), para discutir as etapas finais desse importante processo. A peste suína clássica, uma doença que afeta exclusivamente os suínos, não representa riscos à saúde humana, mas tem um impacto econômico significativo na produção de carne.
“A doença se manifesta com sintomas como febre e vermelhidão, levando os animais a perder apetite e produtividade. Por isso, é crucial manter os rebanhos livres do vírus”, explicou Álvaro Cavalcante, diretor-presidente da Diagro. Para garantir isso, a equipe da agência coletou amostras em 700 propriedades rurais, com todos os testes confirmando a ausência do vírus.
Com a documentação necessária já em mãos, o Amapá está agora aguardando o envio dos laudos ao Ministério da Agricultura, que serão entregues à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA). Uma vez obtido o selo, o estado poderá ampliar suas vendas de carne suína, o que beneficiará não apenas os produtores locais, mas também fortalecerá a economia da região.
“Isso abre um novo mercado. Com a possibilidade de aumentar a produção de proteína animal dentro do Estado, conseguimos também alcançar novos clientes, como os do Platô das Guianas”, ressaltou Cavalcante.
Além disso, para manter o controle sanitário e garantir a atualização do censo animal, a Diagro está realizando até 15 de novembro a atualização cadastral obrigatória para propriedades rurais. Essa medida é essencial para que os produtores que trabalham com bovinos, bubalinos, equinos, suínos, aves e apicultores possam continuar suas atividades sem interrupções.
“A atualização é fundamental para que os produtores possam comercializar e adquirir novos animais. Sem esse recadastramento, o cadastro fica bloqueado”, alertou o diretor da Diagro, enfatizando a importância dessa ação para a saúde e sustentabilidade da produção agrícola no Amapá.



