Recentemente, o Amapá se destacou positivamente no combate ao desmatamento, registrando uma queda de impressionantes 52,9% na área desmatada entre agosto de 2025 e julho de 2026. As informações, que foram divulgadas nesta sexta-feira (16) pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), mostram que a área derrubada passou de 17 quilômetros quadrados para apenas 8 quilômetros quadrados.
Esse resultado no Amapá reflete uma tendência de redução que está se espalhando por toda a Região Norte do Brasil. Graças a essas iniciativas, a Amazônia Legal alcançou a menor taxa de destruição desde que começou a ser monitorada, em 1988. Ao todo, a área total desmatada na Amazônia caiu de 5.731 quilômetros quadrados para 3.335 quilômetros quadrados, representando uma redução de 41,8% no bioma.
Os dados mostram que a maior parte dos estados da Região Norte também apresentou resultados positivos. O Tocantins, por exemplo, teve uma redução de 73,3%, passando de 30 para 8 quilômetros quadrados; o Amazonas viu uma queda de 46,4%, caindo de 979 para 525 quilômetros quadrados; e o Pará reduziu em 45,3%, passando de 2.064 para 1.130 quilômetros quadrados. Enquanto isso, Roraima foi o único estado a registrar um leve aumento de 0,4% na área desmatada.
Além da Amazônia, o bioma Cerrado também alcançou um marco histórico, com a menor taxa de desmatamento desde o início do monitoramento em 2001, apresentando uma queda de 23,8%, reduzindo a área afetada de 7.235 quilômetros quadrados para 5.516 quilômetros quadrados.
Esses números revelam um esforço conjunto para preservar as nossas florestas e a biodiversidade regional. É importante lembrar que o monitoramento de desmatamento mede a supressão total da cobertura vegetal nativa, diferenciando-se de focos de calor e queimadas, que não são contabilizados como desmatamento a menos que causem destruição permanente da floresta.
Essas estatísticas são um alento para todos nós que habitamos esta rica região, reforçando a importância de mantermos a vigilância e os esforços em prol da preservação ambiental. Afinal, o futuro do Amapá e de toda a Amazônia depende de nossas ações em defesa do meio ambiente.
Crédito da imagem: Isadora Pereira/g1



