sexta-feira, 30/10/2026

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Comunidade e especialistas colaboram para preservar fauna em reserva amapaense

No coração da Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Rio Iratapuru, no Amapá, uma nova expedição de monitoramento da biodiversidade revelou a riqueza do ecossistema local. Durante a segunda fase do levantamento, realizada na última…

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No coração da Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Rio Iratapuru, no Amapá, uma nova expedição de monitoramento da biodiversidade revelou a riqueza do ecossistema local. Durante a segunda fase do levantamento, realizada na última terça-feira (13), foram registrados borboletas frutívoras, aves, primatas, roedores e tatus, evidenciando a diversidade que habita a região.

Esse trabalho faz parte do Programa Nacional de Monitoramento da Biodiversidade (Monitora) e segue os passos de um estudo iniciado em agosto. Com a colaboração de biólogos e moradores das comunidades circunvizinhas, que atuam como monitores locais, a iniciativa conta com o suporte do Programa Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa) e a coordenação da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema).

Para o mapeamento das borboletas que se alimentam de frutas, os pesquisadores instalaram 48 armadilhas ao longo de três trilhas na reserva. Para registrar mamíferos e aves, foram realizadas caminhadas em áreas específicas da floresta. Maíra Lopes, chefe da Unidade de Conservação, destacou a importância de realizar coletas sistemáticas: “Repetir as coletas nos mesmos locais nos ajuda a entender melhor a ocorrência das espécies ao longo do tempo”, explicou.

A participação ativa dos moradores é um ponto crucial do projeto. Segundo Maíra, “a contribuição dos monitores locais enriquece o trabalho de campo e fortalece o envolvimento da comunidade na conservação da biodiversidade do Rio Iratapuru”.

A próxima fase do monitoramento está marcada para acontecer entre 18 de novembro e 5 de dezembro, com um novo grupo focando na contagem de mamíferos e aves. Essa continuidade é essencial, pois permitirá acompanhar as transformações na fauna da reserva ao longo de cinco anos. Taísa Mendonça, secretária de Estado do Meio Ambiente, enfatizou a importância desse trabalho: “Investir no monitoramento da biodiversidade é um passo fundamental para proteger nossas riquezas naturais e garantir que as futuras gerações possam desfrutar da floresta e de sua biodiversidade”, afirmou.

Crédito da imagem: Foto: Pixabay — geralt (pixabay)