Recentemente, o Lago do Piratuba, uma joia natural do Amapá, foi palco de incêndios que chamaram a atenção dos órgãos ambientais. Em uma ação conjunta do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e da Polícia Civil, quatro proprietários de terrenos adjacentes à Reserva Biológica foram notificados por suspeitas de queimadas em suas propriedades.
Os focos de incêndio foram detectados durante um sobrevoo entre 28 de outubro e 1º de novembro, parte de uma operação de fiscalização que visa proteger essa área vital. Os proprietários terão que esclarecer as razões para os incêndios e quais medidas estão implementando para evitar novas queimadas.
Vale destacar que, devido ao clima seco e aos ventos fortes, a Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) instituiu uma portaria que proíbe o uso do fogo em todo o Amapá até 30 de novembro de 2026. Essa decisão se baseia na preocupação com o aumento do risco de incêndios, agravado pelo fenômeno El Niño.
A Reserva Biológica do Lago do Piratuba, que abrange aproximadamente 392 mil hectares nos municípios de Amapá, Cutias e Tartarugalzinho, enfrenta um desafio adicional: o solo de turfa, que facilita a propagação das chamas. Com sua alta concentração de matéria orgânica, esse tipo de solo pode manter o fogo ativo por longos períodos, dificultando as operações de combate.
Para enfrentar esses incêndios, uma das estratégias adotadas é a abertura de trincheiras, que impede que as chamas se espalhem para outras áreas da reserva. Além disso, o monitoramento é realizado por meio de sobrevoos e imagens de satélite, devido à vastidão da região.
As ações de fiscalização vão além da abordagem punitiva. O ICMBio e a Polícia Civil também estão empenhados em educar a população sobre a importância de proteger a fauna e o meio ambiente, promovendo o uso consciente do fogo. Entre janeiro e outubro deste ano, o Amapá já registrou 100 autuações por crimes ambientais, com Macapá liderando a lista, seguindo Santana.
As infrações mais comuns incluem descumprimento de condicionantes de licença ambiental e atividades realizadas sem a devida autorização, refletindo a necessidade de maior conscientização e respeito às leis ambientais na região. Este é um momento crucial para que todos os cidadãos do Amapá se unam na proteção de nossas riquezas naturais.



