sexta-feira, 30/10/2026

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Água de poços em bairro de Macapá apresenta indícios de contaminação fecal, alertam pesquisadores

Um estudo realizado pela Universidade Federal do Amapá (Unifap) revelou uma preocupante contaminação fecal na água de poços em diversos bairros de Macapá. A pesquisa, que analisou amostras em 22 localidades da capital, destacou…

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Um estudo realizado pela Universidade Federal do Amapá (Unifap) revelou uma preocupante contaminação fecal na água de poços em diversos bairros de Macapá. A pesquisa, que analisou amostras em 22 localidades da capital, destacou a gravidade da situação em áreas como Congós, Renascer e Santa Rita.

Os pesquisadores apontam que a proximidade entre poços e fossas sanitárias é um fator crucial para a contaminação do lençol freático, favorecendo a infiltração de esgoto. Características naturais da região, como a elevada acidez da água e a presença de metais, também foram identificadas como preocupantes.

No bairro Renascer, por exemplo, 60,6% das amostras apresentaram coliformes totais, e 24,2% continham a bactéria Escherichia coli, um dos principais indicadores de contaminação fecal. Já em Congós, a contaminação por coliformes foi encontrada em 48,1% dos pontos analisados. A situação é ainda mais alarmante na área próxima ao Cemitério São José, onde seis das sete amostras coletadas mostraram contaminação bacteriana.

O responsável pelo estudo, Marcelo Oliveira, esclarece que a presença desses micro-organismos serve como um alerta sobre a qualidade da água que os moradores estão consumindo. Embora não signifique necessariamente que todos os que consumirem a água ficarão doentes, indica que existem condições propícias para a presença de agentes patogênicos.

A coleta das amostras foi realizada em residências, com os pesquisadores visitando as casas duas vezes por semana. Parte das análises foi feita no local, enquanto exames mais detalhados foram realizados em laboratório. Além dos testes bacteriológicos, os pesquisadores também encontraram alterações químicas na água, que são comuns na região amazônica.

Marcelo Oliveira destaca que, apesar de algumas características da água subterrânea não representarem um risco imediato à saúde, os moradores devem estar atentos e, ao perceberem qualquer sinal de contaminação, suspender o uso da água e verificar o sistema hidráulico de suas residências.

Os pesquisadores alertam que, mesmo que a água pareça limpa e cristalina, ela pode conter bactérias e outros micro-organismos invisíveis a olho nu. Por isso, a conscientização da população sobre a importância da qualidade da água é fundamental para a saúde e bem-estar da comunidade.